domingo 25 Janeiro 2009
A Concessão Baixo Tejo tem uma extensão total de 70km, abrangendo os Concelhos de Almada, Seixal, Barreiro, Montijo, Moita, Alcochete, Palmela, Setúbal e Sesimbra
De acordo com o Portal do Governo, http://www.governo.gov.pt , o Primeiro-Ministro, José Sócrates, o Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, e o Secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos, presidiram hoje, na sede da EP, Estradas de Portugal, SA, em Almada, à cerimónia de assinatura do Contrato da Concessão Baixo Tejo. A Concessão Baixo Tejo tem uma extensão total de 70km, abrangendo os Concelhos de Almada, Seixal, Barreiro, Montijo, Moita, Alcochete, Palmela, Setúbal e Sesimbra. Para além de ligar todos estes Municípios, permite mais e melhores acessibilidades aos investimentos estruturantes em curso na região: a Plataforma Logística, no Poceirão, a Terceira Travessia do Tejo, entre Chelas e o Barreiro, e o Novo Aeroporto de Lisboa, em Alcochete. Com o empreendimento, serão directamente beneficiados 715 mil indivíduos no total.
Haverá um investimento inicial de construção e de beneficiação de 186 milhões de euros, e um investimento total de 563 milhões de euros. O VAL de esforço financeiro para a EP, Estradas de Portugal, SA, rondará os 309 milhões de euros. O adjudicatário conta com financiamento concedido pela Caixa BI, Banco Espírito Santo e Santander Totta.O primeiro lanço da Concessão estará concluído em Janeiro de 2011 (dentro de 24 meses). A totalidade da obra terminará um ano depois (Janeiro de 2012, ao fim de 36 meses).A Concessão Baixo Tejo engloba a concepção, construção, financiamento, exploração e conservação dos lanços de Auto-Estrada no Itinerário Complementar (IC) 32 entre Funchalinho e Coina (22km), incluindo a Ligação à Trafaria. Integra ainda o troço da Estrada Regional (ER) 377-2 entre a Costa da Caparica e a Fonte da Telha (10km). Os lanços já em serviço, que ficarão em regime de exploração e manutenção, são os seguintes: Via Rápida da Caparica (6km de Auto-Estrada no IC20), Via Rápida do Barreiro (9km de Auto-Estrada no IC21), troço que liga o Montijo a Alcochete no IC3 (com uma extensão de 3km), e o troço que liga Coina ao Montijo no IC32 (20 km de Auto-Estrada).
O empreendimento inclui também a requalificação da Avenida do Mar, entre a Fonte da Telha e o IC32 (7km)A concretização do IC32 entre Funchalinho e Coina vai permitir a conclusão da Circular Regional Interna da Península de Setúbal (CRIPS), dando continuidade ao lanço (já construído) entre o Montijo (A12/IP1) e Coina. Esta via terá um papel estruturante na área em que se insere, contribuindo para a mobilidade dos habitantes do Distrito de Setúbal e garantindo ligações com melhor qualidade entre os diversos Concelhos. Servirá ainda como alternativa à A2 nas deslocações no Distrito de Setúbal, nomeadamente entre a Costa da Caparica e Almada, Seixal, Barreiro, Sesimbra e Moita. A construção da ER377-2 entre a Costa da Caparica e a Fonte da Telha permitirá, por seu turno, uma melhor distribuição do tráfego de acesso às praias.A Concessão do Baixo Tejo contribuirá também para reduzir significativamente o tráfego na A2: prevê-se que circulem menos 15.000 veículos/dia, o que corresponde a 18% em matéria de descongestionamento, já que na A2 chegam a circular 83.000 veículos/dia.
O IC32 passará a ser uma alternativa consistente e segura. Menos congestionamento significa menos tempo perdido em deslocações. A construção dos lanços do IC32 permitirá uma diminuição de 17% no tempo de viagem na A2, ou seja:Menos 13 minutos entre Almada (Caparica) e Alcochete; Menos 13 minutos entre Almada (Caparica) e o Montijo; Menos 13 minutos entre Almada (Caparica) e o Barreiro; Menos 13 minutos entre Almada (Caparica) e a Moita; Menos 4 minutos entre Almada (Caparica) e o Seixal; Menos 16 minutos entre Almada (Caparica) e Palhais; Menos 8 minutos entre Almada (Caparica) e Foros da Amora; Menos 13 minutos entre Almada (Caparica) e Coina; Menos 14 minutos entre Almada (Caparica) e a Quinta do Conde; Menos 14 minutos entre Almada (Caparica) e Azeitão.A existência de uma alternativa segura à A2, que descongestione esta via, virá reduzir a sinistralidade grave em cerca de 25% no Distrito de Setúbal.Os benefícios gerados pela construção da Concessão Baixo Tejo superam largamente os custos que lhe estão associados: estima-se que o empreendimento crie cerca de 6.000 empregos. Entre os benefícios económicos indirectos, prevê-se que este empreendimento traga maior acessibilidade ao mercado de trabalho, aos mercados, fornecedores e outras empresas, traduzindo-se num aumento da produtividade das empresas e dos trabalhadores.
Esta Concessão aumenta a taxa de execução do Plano Rodoviário Nacional no Distrito de Setúbal em 16%: de 70 para 86%. A Análise Custo/Benefício aponta para benefícios económicos e sociais de 4980 milhões de euros enquanto os custos deverão rondar os 300 milhões de euros, o que dá um saldo positivo de 4680 milhões de euros.
Fonte| Correio do Montijo