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BAIXO TEJO: IC32 TERÁ PORTAGEM ENTRE FUNCHALINHO E COINA

quarta-feira 12 Dezembro 2007

O ministro das Obras Públicas lançou hoje o concurso para a construção do futuro IC32, inserido na Concessão do Baixo Tejo, que ligará Funchalinho a Coina, uma via alternativa à A2 com 22 quilómetros, que terá portagem

A concessão do Baixo Tejo prevê a construção de 32 quilómetros, dos quais 22 farão parte do futuro IC32 (Circular Interna da Península de Setúbal (CRIPS)- Funchalinho (IC20) / Coina - incluindo ligação à Trafaria), uma via que exigirá pagamento de portagem, à excepção da ligação à Trafaria e do troço inicial entre Coina (IC20) e Palhais, no qual o tráfego local ficará isento do pagamento.

Nos 70 quilómetros incluídos nesta concessão, «este novo troço é o único que vai ter portagem», sublinhou Mário Lino, durante a cerimónia de lançamento do concurso para a concepção, construção e exploração da Baixo Tejo, explicando que esta via só vai ser portajada porque se desenvolve sobre uma estrada já existente entre Coina e Palhais.

«Se o IC32 não fosse portajado o trânsito da A2 ia ser todo transferido para o IC32 e não resolveríamos o problema de congestionamento da A2», afirmou, acrescentando que o Governo só tomou esta decisão porque existiam «duas estradas próximas, juntando os mesmo pontos».

Uma decisão que o vice-presidente da Câmara Municipal de Almada considera que vai acrescentar «um ónus à margem Sul, já muito penalizadas com o pagamento de portagens».

«Saudamos a construção do IC22, há tanto esperado e reivindicado pela população, aplaudimos a construção da ER 377-2, obra indispensável e urgente para a implementação do Pólis da Caparica, mas consideramos que as portagens são acrescentar um ónus à margem Sul, já tão penalizada com o pagamento de portagens», afirmou José Manuel Gonçalves.

A concessão do Baixo Tejo prevê também a reconversão/beneficiação de 7 quilómetros da Avenida do Mar com ciclovias e passeios e a ER 377-2, que inclui a construção de raiz do troço entre o IC20, na entrada da malha urbana da Costa da Caparica, até à zona da praia da Mata, e a requalificação e o alargamento de alguns troços da estrada actual de acesso às praias da Costa da Caparica e da Fonte da Telha.

O concurso para a Concessão do Baixo Tejo, orçado em 110 milhões, vai permitir uma «melhoria das condições de acessibilidade, a aproximação das pessoas, o apoio da actividade económica e o combate à sinistralidade», beneficiando 715.000 habitantes dos concelhos de Almada, Seixal, Barreiro, Montijo, Moita, Alcochete, Palmela, Setúbal e Sesimbra.O ministro avançou que a obra será adjudicada em Outubro do próximo ano, estando prevista para 2011 a sua conclusão.

Prazos que o presidente da Estradas de Portugal garantiu que a empresa vai cumprir.

«A Estradas de Portugal vai fazer com que as obras se realizem nos prazos certos e com os custos certos, porque é assim que a empresa cumpre a sua missão fundamental de serviço público», asseverou Almerindo Marques.


Fonte| Diário Digital | Lusa